domingo, 5 de junho de 2011

Em forma de rosa

Hoje é um daqueles sábados com cheiro a sábado. Fui para a Universidade de manhã e cheguei a casa ansiosa por ter tudo a que um sábado tem direito: comer, dormir e vegetar! Depois de uma semana super intensa, precisava mesmo de descansar! Almocei cedo e adormeci logo depois, com um daqueles programas na TV de início da tarde que não faço ideia qual foi. Acordei com vontade de fazer bolinhos. Fui às compras, ansiosa por voltar a casa para me arrastar entre a cozinha e o sofá. Cheguei tarde, esfomeada e sem paciência para os bolinhos.
Mas, quando se trata de cozinhar, não descanso enquanto não concretizar os meus desejos. Aquilo que me apetecia mesmo fazer era brownie de chocolate, mas tenho abusado no chocolate... então decidi virar-me para a fruta. Muffins para o pequeno almoço de domingo. Maça? Morangos? Banana?
Adoro cozinhar, e sobretudo adoro ter todos os utensílios necessários. O que não acontece aqui no Funchal. Hoje comprei umas formas de silicone para queques (mais umas...). Decidi que para comprar formas aqui no Funchal, há-de ser sempre em silicone para depois não pesarem na mala de regresso. Essa é a lógica: ou remedeio e improviso, ou compro utensilios que sejam ou leves ou descartáveis. Sempre a pensar que um dia (em breve) hei-de sair do Funchal e já tenho uma casa para levar às costas... Bem, tem sido uma aventura na cozinha: bater tudo à mão e esperar que a massa saia fofa, improvisar formas e recipientes, explorar todas as potencialidades do microondas.
Só me falta mesmo a vizinhança para dividir os doces e para provarem novas experiencias culinárias. Sinto falta. Cozinhar para mim sempre teve um efeito "terapêutico": uma espécie de regulador emocional. Quando estou tensa, irritada, alegre, preocupada, activa cognitivamente, ou relaxada. Gosto de cozinhar sozinha mas gosto sobretudo de partilhar a minha comida com os outros. Estes queques vão ser para o pequeno-almoço (mas antes, a prova com o chá antes de ir dormir) e para esperar a Helena e o Rui ao aeroporto.
Não estão lindos? Bolinhos de iogurte e morango em forma de rosa.

terça-feira, 17 de maio de 2011

Lembrete

Sempre gostei de post-it's. De todas as cores, feitios e tamanhos. Adoro o conceito. Lembro-me de no 12.º ano... ou no 1.º ano da universidade (já nao sei ao certo), um professor perguntou com cara de "obviamente que não" se alguém tinha um post-it. Eu tinha e ele agradeceu com cara de "quem-é-que-anda-com-um-post-it-na-mala"? Eu ando. Quase sempre. 
Não sou muito organizada, confesso, e os post-it's repetidos e colados por todo o lado são preciosos auxiliares. Repito-me e eles multiplicam-se, colorindo os cadernos, as mesas, a carteira, e alguns bolsos de calças e casacos.
O Things we forget  pega no conceito dos post-it's e lembra-nos que há coisas que não devemos esquecer. E que devemos lembrar. Gosto muito. Ao longo do meu doutoramento, receber um post-it destes no facebook funcionava como um estímulo adicional. Parece blá blá, e pode ser, mas acho piada.
Há muito tempo que deixei de procurar post-it's reconfortantes, motivadores, desafiantes. Hoje, quando admiti sentir-me "discouraged" numa série de candidaturas que estão aí à porta, vi este:
Ok... vamos lá então. E é este o efeito post-it: "Ei, que estás a fazer? Toca a mexer!"
Depois de tanta mudança, é cada vez mais assustador sentir que ainda há muita mudança que parece estar para vir. Mas acho que ainda pior é recear que essa mudança toda não chegue. No meio deste caos de emoções, às vezes quase me deixo assolar por uma tentação de me acomodar, de deixar estar, de não me esforçar mais, e (vou dizer baixinho) d-e-s-i-s-t-i-r.  
Mas é isso: vou lamentar se não tentar até ao fim. Antes de receber um N-A-O, é preciso fazer tudo para sequer ter direito a resposta. Pior que lamentar não conseguir, é lamentar não ter ido até ao fim. E eu odeio a sensação de não ter tentado tudo. 
Vamos lá! Mais uma vez, venha daí essa mudança toda que está para vir... e que pode até não chegar. 
I'm scared but what the hell!

domingo, 1 de maio de 2011

venha daí!

Ora bem... muito tempo passou.
Sobretudo, muita coisa aconteceu no tempo que passou. "Venha daí esse 2011!", foi o meu desejo nas 12 badaladas no início do ano. "Venha daí... "
e 2011 chegou, cheio de bagunça, de mudanças, e ainda sem qualquer sinal à vista de qualquer tipo de "tranquilidade". Foi o caos de fazer 30 anos, acabar o doutoramento, defender a tese e iniciar uma nova fase na vida. Projectos, ideias, projectos, projectos... sem "medo" de arriscar e lançar o barro ao ar a ver se cola algures. Ir trabalhar para a Madeira e começar a encarar as viagens de avião como "vou ali apanhar o comboio". Encontrar um "outro mundo", uma realidade nova, e adaptar-me. Encontrar uma casa, mudar de casa, deixar uma casa, não voltar a casa. Com olhos postos no outro lado do mundo e a constante certeza da incerteza. Mais certezas. Maior a certeza da incerteza. E as coisas vão acontecendo, assim... vêm daqui, dali, daí...
Respira, respira... controla, descontrola, controla... aguenta, firme, olhos postos no horizonte. O Horizonte... a linha que se confunde entre o céu e o mar. Sem limites. O mundo é um bocadinho da minha casa.
Venha daí...!

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

prazo de validade

estou prestes a fazer 30 anos.
sempre adorei festejar o meu aniversário, sempre disse que a idade não me assusta e, acima de tudo, há muito tempo que ansiava fazer 30 anos. por um detalhe familiar, mas sobretudo porque há muito que acho que essa é a verdadeira idade da autonomia, da independência, de se assumir a identidade própria, de tomar rédeas da própria vida. parecia-me... aliciante!
mas, de repente, dou por mim a lembrar-me da minha mãe fazer 30 anos e já ter 4 filhos na escola, e eu vejo-me a começar tudo de novo. e sinto isso: está nas minhas mãos, apenas nas minhas mãos, tomar as rédeas da minha vida. é agora. não há "no futuro". é agora. se é para voar, é tratar do salto, se é para aterrar, é preparar o terreno. é agora.
se tudo isto me parecia aliciante, agora é um desafio... com a percepção do risco, algum receio do desconhecido e a adrenalina à mistura. e desta vez não tenho a mesma vontade para festejar. mas também me parece que só há razões para celebrar.
não me enganei na ideia que tinha dos 30 anos. só que a ideia de ser autónoma, independente e assumir quem sou eu, quando passa a ser vivido tem outro sabor. só isso. o meu percurso foi isto. preparar-me para chegar aqui e continuar a fazer caminho.
acho que está na hora de renovar o prazo de validade.

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

hum...

... eu até gostava de escrever qualquer coisa gira. assim, daqueles votos para 2011, reflexões do ano que passou, uma lista de coisas a fazer este ano, acontecimentos interessantes (ou não), contar as minhas férias pelas europas, as festas, os planos, as mudanças, as circunstâncias, o cenário actual, as eleições, a crise, qualquer coisa para "actualizar" mas...
para variar,  fico pelo variações.

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

variações mood again

Tenho pressa de sair
Quero sentir ao chegar
Vontade de partir
P'ra outro lugar