sexta-feira, 28 de maio de 2010

estado alterado de consciência

 (http://www.everydaypeoplecartoons.com/cartoon.php?search=procrastination)

sexta-feira é dia de bodybalance. e por mais cansada, sonolenta, preguiçosa, ou activamente trabalhadora, esta aula começa a ser a minha hora mais preciosa da semana. já fiz pilates, yoga, e fui gostando e desgostando, conforme os professores que apanhava, a hora da aula, as condições do ginásio, ou simplesmente o meu estado de espírito... ou os preconceitos não assumidos em relação à própria actividade. este não é mau, e seja por que razão for, saio de lá nas nuvens!!
hoje tive uma espécie de estado alterado de consciência no final da aula. é um bocado estranho dizer uma coisa destas, mas não encontro outras palavras que descrevam o que senti. a verdade é que também ia cheia de energia acumulada, mas relaxei de tal forma que senti como se saísse fora de mim de repente. a sensação foi muito estranha mesmo... e imaginei logo um cartoon da Mafaldinha a levitar ou coisa assim...
há muito tempo que não sentia isto, e também nao sei explicar muito bem o que é de facto, mas dei comigo a pensar se seria capaz de acreditar nestas coisas dos "estados alterados de consciencia". e acho que quase acreditaria... de longe, muito de longe... se calhar nao é bem um acreditar, é mais um compreender...
de qualquer modo, gosto muito desta sensação tão rara de profundo relaxamento e total alienação de mim mesma. mas também me basta que aconteça uma ou outra rara vez.

sexta-feira, 7 de maio de 2010

this is... life

apercebo-me que aquilo que mais mexe comigo, os momentos mais intensos, aquilo que sei que se vai tornar inesquecível, não pelas palavras, nem pelas imagens, nem pelas coisas, mas pelas emoções que causaram, e pelas pessoas com quem partilhei esses momentos, são também os mais difíceis de narrar, de falar sobre, de encontrar palavras que expressem tudo. E muitas vezes desisto e guardo egoístamente toda essa experiência só para mim. Revejo fotografias, quando há, sabendo que as imagens não contam tudo, nem captaram a essência do momento, relembro o momento dias sem conta com medo de o esquecer, mas não consigo falar muito, contar como foi, recordar por palavras. Basta-me a intensidade com que vivi. Basta-me recordar essa intensidade e quase a sentir de novo. Basta-me e desgasta-me, dá-me vida ao mesmo tempo que me esgota. Posso esquecer tudo, os espaços, as imagens, as coisas, o dia em que aconteceu, como aconteceu. Mas jamais esquecerei a intensidade com que vivi o momento. Preciso de digerir, de me recompor, de dar sentido, de deixar as emoções soltas se arrumarem. Mas esta intensidade... ai, como eu adoro esta intensidade!! Faz-me renascer, dá sentido à minha existência, faz-me sentir viva, muito viva, e feliz. Gosto. Gosto muito. Gosto de viver assim: dar espaço à intensidade das emoções e viver verdadeiros momentos de felicidade.

sábado, 29 de agosto de 2009


Acho incrivel o "poder" do efeito "fim de semana". Eu cá estou decidida a trabalhar hoje, sábado, mas a minha energia está dispersa por outras coisas que tenho vontade de fazer. Não sinto a agitação da semana na rua, está tudo mais calmo, consigo ouvir as avionetes no céu algures perto. Talvez este seja o cenario ideal para quem se quer concentrar. Comigo nao funciona. E sendo assim, num dos vários intervalos que vou fazendo ao trablho à procura de controlar o meu foco atencional, decidi inventar uma sobremesa rapida. Cá está: Trifle de pêra. Ficou lindo!!

Pronto, foi o suficiente para voltar ao trabalho satisfeita.

quinta-feira, 21 de maio de 2009

o Jornal de Letras e os quiosques de Braga

De vez em quando gosto de comprar o Jornal de Letras. E sobretudo gosto de o comprar e de o ler na rua enquanto regresso a casa. Hoje era um desses dias. No início da rua do Souto, junto ao Arco da Porta Nova em Braga, há um quiosque. Parei e perguntei: "tem o Jornal de Letras?" do outro lado do balcão o senhor respondeu: "Nao e espero não ter nunca! Vem algum artigo que lhe interesse?" Imediatamente me questionei sobre tal reacção. Das duas uma: ou tinha havido algum situação aborrecida com o jornal ou alguem ligado ao jornal, ou nao se vendiam. Confirmou-se a segunda hipotese. Lá continuei. Mais a cima da rua entro noutro quiosque. "Tem o Jornal de Letras?" Respondeu-me a senhor muito gentilmente: " Nao menina, nunca tivemos. Nao vendemos esse." Nunca me tinha apercebido que o Jornal de Letras era um jornal "raro". Costumo comprá-lo no quiosque ao lado da Universidade sem qualquer problema ou comentário. Já quase tinha decidio desistir de comprar o jornal, quando voltei a arriscar no quiosque bem na avenida central. "Tem o Jornal de Letras?". Pronto, aqui a conversa foi bem mais estranha. "Tenho menina. Só vendo a certas pessoas." Fiquei confusa. Respondi: "é pouco procurado o Jornal?" "A menina é professora?" Esta conversa estava a deixar-me muito confusa. Lá respondi que não, que fazia investigação e quase contava a minha historia ao senhor do quiosque, ali em 3 segundos, nao fosse o meu estado de confusao. E além disse o senhor antecipou-se e começou a dizer umas coisas estranhas. Não entendi bem o porquê daquela conversa, mas disse-me que dizia coisas que aconteciam a seguir. A mulher dele diz que ele é ruim. Ele acha que nao. Só uma pessoa boa pode saber essas coisas. O sobrinho foi picado por um galo no olho, tal como ele tinha avisado. A mae morreu queimada, também tal como ele tinha previsto. O irmão está no Brasil. O senhor tinha algumas expressoes brasileiras. E ainda me perguntou se tinha tempo para mais umas histórias. Mas eu nao tinha.

Não sei porque é que o senhor teve estas conversas comigo. Se calhar foi porque lhe disse que me tinha formado em Psicologia. Mas eu acho que foi mesmo por ter comprado o Jornal de Letras.
"Quando quiser comprar o jornal venha cá", disse-me o senhor.

Obrigada. Agora sei que há uma relaçao estranha entre o Jornal de Letras e os quiosques de Braga. Mas ainda não sei porquê.

terça-feira, 5 de maio de 2009

O que estou a ler

Breves Notas Sobre Ciência, de Gonçalo M. Tavares

" Não há conceitos incorrectos.
Cada conceito é uma invenção da linguagem, uma tentativa de aproximação da linguagem às coisas.
Não há invenções incorrectas.
Não há invenções falsas como não há conceitos falsos.
Verdadeiro e falso não são categorias aplicáveis aos conceitos.
Útil e inutil sim. Aceite por muitos e aceite por poucos, sim.
Todas as invenções são verdadeiras (nao te esqueças)"

Efeito revitalizante

Adoro o efeito revitalizante da natureza! Este fim de semana estive no "EntreSerras, um micro festival de vivências e diversidades" (http://entreserras-microfestival.blogs.sapo.pt/) na serra da Arada. O pouco tempo que lá estive foi verdadeiramente revitalizante! São momentos como estes que me fazem carregar energias, que me devolvem parte da minha essência como quem diz "encontra-te!". Verdadeiros prazeres de viver. O carro pára para um rebanho passar. Ou para passarem umas vacas com ar respeitador. Se por acaso vem um carro atrás, nao se importa de esperar também. E ainda espera por um registo fotografico do cenario. Não há businas. Não há pressas. Também nao há rede de telemovel. Mas nao nos sentimos sozinhos. Nem perdidos. Quase nao há luz. Basta a fogueira e pouco mais. Volta-se a contemplar o céu e as estrelas. De olhos no céu ou de rabo para o ar a tentar descobrir uma especie de besouro aquatico. A imensidao do céu e a infima realidade do mais imperceptivel insecto encontram-se. E assim a natureza nos ensina a relativizar o nosso quotidiano. Incrivel... Incrivel o poder da natureza, incrivel como nos esquecemos de pequenas coisas tão mais importantes do que aquelas com as quais nos martirizamos. Incrivel como nos esquecemos de ter uma boa vida. Incrivel como perdemos tão facilmente a capacidade de contemplar...

As joaninhas comem o pulgão. Onde há joaninhas há pulgões. Vimos a Joaninha mas nao encontramos o pulgão.

quinta-feira, 2 de abril de 2009

Freesia

Hoje fui ao mercado comprar flores. Nesta altura tenho encontrado uma flores que adoro! Nunca me lembro do nome. Não conheço flores com um perfume assim! Quando entro em casa, sente-se esse perfume. É forte mas não enjoa. Aliás, é delicioso! Dou por mim a inspirar profundamente só para me deixar impregnar por esse perfume.
A senhora a quem comprei as flores deu-me um papel onde escreveu o nome das flores: fresias. "para não se esquecer!", disse-me. Guardei o papel no porta-moedas, amarrotado.
Não me vou esquecer mais!

A freesia, frésia ou junquilho é um género da família das Iridácias, constituído de várias espécies de plantas bulbosas floríferas, originárias da África do Sul, cujos cachos de flores exalam perfume agradável, e que são largamente cultivadas nos jardins do mundo inteiro. Nos jardins, seu plantio é recomendado em bordadura de canteiros, mas o resultado só será compensador se houver boa incidência de luz no local.
As espécies apresentam muitas cores, geralmente fortes, que vão desde um azul puro, passam pelo púrpura e chegam ao branco. Reproduz-se por meio de bulbos perenes. Floresce nas regiões de clima frio a temperado, normalmente no final do inverno e prossegue na primavera.

Classificação científica
Reino:Plantae
Divisão:Magnoliophyta
Classe:Liliopsida
Ordem:Asparagales
Família:Iridaceae
Género:Freesia


(fonte: Wikipédia)