quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

prazo de validade

estou prestes a fazer 30 anos.
sempre adorei festejar o meu aniversário, sempre disse que a idade não me assusta e, acima de tudo, há muito tempo que ansiava fazer 30 anos. por um detalhe familiar, mas sobretudo porque há muito que acho que essa é a verdadeira idade da autonomia, da independência, de se assumir a identidade própria, de tomar rédeas da própria vida. parecia-me... aliciante!
mas, de repente, dou por mim a lembrar-me da minha mãe fazer 30 anos e já ter 4 filhos na escola, e eu vejo-me a começar tudo de novo. e sinto isso: está nas minhas mãos, apenas nas minhas mãos, tomar as rédeas da minha vida. é agora. não há "no futuro". é agora. se é para voar, é tratar do salto, se é para aterrar, é preparar o terreno. é agora.
se tudo isto me parecia aliciante, agora é um desafio... com a percepção do risco, algum receio do desconhecido e a adrenalina à mistura. e desta vez não tenho a mesma vontade para festejar. mas também me parece que só há razões para celebrar.
não me enganei na ideia que tinha dos 30 anos. só que a ideia de ser autónoma, independente e assumir quem sou eu, quando passa a ser vivido tem outro sabor. só isso. o meu percurso foi isto. preparar-me para chegar aqui e continuar a fazer caminho.
acho que está na hora de renovar o prazo de validade.

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

hum...

... eu até gostava de escrever qualquer coisa gira. assim, daqueles votos para 2011, reflexões do ano que passou, uma lista de coisas a fazer este ano, acontecimentos interessantes (ou não), contar as minhas férias pelas europas, as festas, os planos, as mudanças, as circunstâncias, o cenário actual, as eleições, a crise, qualquer coisa para "actualizar" mas...
para variar,  fico pelo variações.

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

variações mood again

Tenho pressa de sair
Quero sentir ao chegar
Vontade de partir
P'ra outro lugar

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

natureza-viva vs natureza-morta

Ontem foi assim.

um pequeno paraíso escondido entre as escarpas da serra do gerês. onde a agua não é gelada e apetece repetir a ida ao banho. chamam-lhe "a cascata do tahiti", "título" considerado ridículo para uns, uma metáfora de um cenário paradisíaco para outros.
e ao descer pela serra, em direcção a ermida e à vila do gerês,
este era o cenário

as águas do rio pintadas de vermelho, o céu escuro e a cinza que caía como chuva miudinha. 
e aquilo que dava ar de um pôr-do-sol digno da inspiração dos poetas e dos amantes, nada mais era do que  um cenário dantesco que fazia partir o coração. 
e todos os anos, como o Ricardo Araújo Pereira diz, a história se repete: o mesmo cenário, o mesmo enredo, as mesmas personagens, o mesmo fim.
são as histórias deste nosso querido mês de agosto...

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Super-poder, Super-Homem, Super-Mulher

porque hoje ouvi na rádio que uns médicos ingleses querem declarar a preguiça como doença, 
porque li algures que qualquer impulso ou instinto mais descontrolado é logo considerado doença, 
porque fui ao medico pedir estimulantes cerebrais e ansióliticos, na procura de um estado ideal que sei ser irrealista 
porque percebi que continuamos todos à procura de super-poderes e super-homens e super-mulheres, 
porque ser saudavel e equilibrado é um estado optimo - irreal- conseguido por um controlo maximo de multiplas variaveis inatingíveis naturalmente... 
e no meu desequilíbrio todo penso: "deixa-me estar só mais um bocadinho assim antes de voltar ao controlo todo"
pronto. Variações, tu eras muito à frente! 

"Deix'ó pagar deix'ó pagar, se tu estás a gostar!"


 

terça-feira, 3 de agosto de 2010

fruto proibido


e porque o fruto proibido é o mais apetecido...

ando com uma vontade louca de
correr os festivais de verão, 
visitar todos os meus amigos que estão longe, 
visitar os de perto também, 
namorar sem horários,
passar noites acordada pelas mais diversas razões,
passar o dia a acordar lentamente,
dormir uma sesta deitada numa cama de rede num alpendre,
organizar jantares, festas, e passeios,
planear viagens,
dançar a toda a hora e percorrer todos os sítios onde haja musica para dançar,
sonhar acordada,
ir para a praia, para o rio, para a piscina, ou para a serra, 
experimentar receitas novas,
fazer trabalhos manuais,
criar um pequeno jardim-horta de varanda,
redecorar a casa,
entre milhares de outras coisas que me passam pela cabeça.
e que sei perfeitamente que não pode ser.

agora é hora de ACORDAR e voltar ao trabalho.