... foi o mês de novembro! muita coisa, nada de novo.
as ideias moderaram em detrimento da necessidade de dormir. o ânimo também.
Fazer a levada do caldeirão verde foi a bafurada de ar fresco deste mês longo.
Coisas "esperadas": o mês acabar, amanhã é finalmente aprovado o orçamento de estado que nos vai arruinar a todos excepto aos do costume mas que seja de uma vez para deprimirmos com os factos e não com as expectativas dos factos e haver respostas. Coisas melhores: receber visitas!!!! Passear, pôr as lentes positivas sobre a ilha, ter companhia, passear, e, quiçá, mais uma levada para revigorar o ar nos pulmões!
Esta foi bem bonita e soube bem!
quarta-feira, 30 de novembro de 2011
terça-feira, 25 de outubro de 2011
Actividade física
Ando com muitas ideias.
E insónias.
Porque passo o dia com sono a fazer coisas que tenho de fazer mas quando me deito é quando penso naquilo que eu gostaria mesmo de fazer. E leio, pesquiso, experimento, tomo notas, entretanto são horas de estar a dormir há imenso tempo atrás, apago a luz e...
as ideias cá ficam a fervilhar, a provocar-me borboletas no estômago, a fazer as horas passar às escuras...
acordo cansada e com sono, claro. e os dias repetem-se.
os meus níveis de actividade cerebral estão elevados. preciso de equilibrar.
preciso de actividade física!
(agora, hora de dormir...!)
E insónias.
Porque passo o dia com sono a fazer coisas que tenho de fazer mas quando me deito é quando penso naquilo que eu gostaria mesmo de fazer. E leio, pesquiso, experimento, tomo notas, entretanto são horas de estar a dormir há imenso tempo atrás, apago a luz e...
as ideias cá ficam a fervilhar, a provocar-me borboletas no estômago, a fazer as horas passar às escuras...
acordo cansada e com sono, claro. e os dias repetem-se.
os meus níveis de actividade cerebral estão elevados. preciso de equilibrar.
preciso de actividade física!
(agora, hora de dormir...!)
terça-feira, 11 de outubro de 2011
Não me consumas!
Está tudo do avesso. De uma forma geral.
Concretizando.
Está um Outubro maravilhoso de calor mas os dias são mais curtos, já se trabalha, e esta vontade de ir à praia todos os dias ao final do dia quase parece "pecado" ou, no mínimo, despropositada. Não percebo porquê... mas a verdade é que não é fácil desafiar alguém para tal.
O tempo (metereológico) aqui na ilha é bastante bom, e tenho muitas vezes esta vontade de ir à praia, a uma esplanada, aproveitar o final do dia quente e relaxado com um fino e tremoços. Não acontece. Esta minha tendência de querer aproveitar a vida é pouco partilhada por estas bandas.
Além deste tempo, já percebi que tenho um tempo limite para estar cá. 1 mês. E já começo a ficar ansiosa, irritada, e desejosa de ir a casa. Está quase. Entretanto, de modo a regular as minhas alterações emocionais, inscrevi-me no ginásio. Assim concentro-me mais nas dores musculares do que noutras maleitas.
Fora a questão do tempo, vive-se a sensação global de ser uma questão de tempo até tudo piorar: o desemprego, o custo de vida, as dificuldades e mais não sabemos bem o quê.
O Jardim voltou a ganhar o poder da ilha, tal como esperado. É uma questão de mentalidade e de "cultura interna".
Estas coisas e outras têm-me consumido e eu estou um bocado farta.
Fala-se muito e pouco acontece. Está tudo numa situação de limbo entre parecer estar no precipício, e o olhar de novo, e afinal é só um degrau (esperemos...). Bahhh...
Como disse o Mia Couto:
"O sentimento que se criou é o seguinte: a realidade é perigosa, a natureza é traiçoeira e a humanidade imprevisível. Vivemos como cidadãos e como espécie em permanente situação de emergência. [...] Há quem tenha medo que o medo acabe."
Concretizando.
Está um Outubro maravilhoso de calor mas os dias são mais curtos, já se trabalha, e esta vontade de ir à praia todos os dias ao final do dia quase parece "pecado" ou, no mínimo, despropositada. Não percebo porquê... mas a verdade é que não é fácil desafiar alguém para tal.
O tempo (metereológico) aqui na ilha é bastante bom, e tenho muitas vezes esta vontade de ir à praia, a uma esplanada, aproveitar o final do dia quente e relaxado com um fino e tremoços. Não acontece. Esta minha tendência de querer aproveitar a vida é pouco partilhada por estas bandas.
Além deste tempo, já percebi que tenho um tempo limite para estar cá. 1 mês. E já começo a ficar ansiosa, irritada, e desejosa de ir a casa. Está quase. Entretanto, de modo a regular as minhas alterações emocionais, inscrevi-me no ginásio. Assim concentro-me mais nas dores musculares do que noutras maleitas.
Fora a questão do tempo, vive-se a sensação global de ser uma questão de tempo até tudo piorar: o desemprego, o custo de vida, as dificuldades e mais não sabemos bem o quê.
O Jardim voltou a ganhar o poder da ilha, tal como esperado. É uma questão de mentalidade e de "cultura interna".
Estas coisas e outras têm-me consumido e eu estou um bocado farta.
Fala-se muito e pouco acontece. Está tudo numa situação de limbo entre parecer estar no precipício, e o olhar de novo, e afinal é só um degrau (esperemos...). Bahhh...
Como disse o Mia Couto:
"O sentimento que se criou é o seguinte: a realidade é perigosa, a natureza é traiçoeira e a humanidade imprevisível. Vivemos como cidadãos e como espécie em permanente situação de emergência. [...] Há quem tenha medo que o medo acabe."
sexta-feira, 8 de julho de 2011
sábado, 2 de julho de 2011
primeiras visitas na ilha
1 mês inteiro na ilha e mais 20 (pelo menos) pela frente antes de voltar a casa. O tempo até passa rápido mas a vontade de estar no continente aumenta a cada dia que passa. Aliás, o tempo até tem voado, confesso, e sem ter dado conta está o semestre a acabar. Ajuda sobretudo estar entupida em trabalho (hoje estou em dia de procrastinação...), ter bons amigos cá e receber visitas! E as primeiras visitas foram os meus pais, que vieram confirmar onde é que a filha se instalou e afinal que terra é esta a que chamam "pérola do Atlântico". E soube muito bem.
Cá estão eles a descer do avião e eu na varanda do aeroporto a tirar a foto da praxe feita emigrante.
Próximo destino: Ponta de S. Lourenço, um dos meus spots preferidos.
Cá estão eles a descer do avião e eu na varanda do aeroporto a tirar a foto da praxe feita emigrante.
Primeira paragem: Machico, onde a areia da praia vem de Marrocos, para um petisco típico: Lapas & Coral
Próximo destino: Ponta de S. Lourenço, um dos meus spots preferidos.
Na Eira do Serrado não havia vista para o Curral das Freiras por causa do nevoeiro, então, como tinha de ser, fizemos uma paragem "em casa".
Depois uma volta para atravessar a ilha, paragem em S. Vicente, visita ao Véu da Noiva, uma cascata bem bonita, e, no final, Porto Moniz, onde há umas lindas piscinas naturais, que os meus pais acharam muito bonito (e é)! Chuviscou mas ainda arriscamos subir até ao Paúl da Serra.
Lá subimos ao Paúl entre um nevoeiro cerrado, onde as vacas passeavam pela estrada. O entusiasmo dos meus pais quase lhes custou uma cornada de um boi que não achou piada a tanta foto ao seu vitelo. E depois de atravessar a bruma, deparámo-nos com um cenário lindo, cheio de sol, com as "vacas nas nuvens".
Lá descemos a serra e parámos para a famosa Poncha da Serra D'Agua
Ainda demos um saltinho à Casa das Mudas e finalmente terminamos o dia com uma espetada em pau de loureiro e mais uma poncha em Câmara de Lobos com a Helena e o Rui. Dia seguinte foi para ir ao Monte e ao Jardim Botânico onde finalmente a minha mãe pode ver algumas flores endémicas embora "isto já há lá tudo". O meu jardim preferido foi o dos cactos.
E antes do regresso, uma paragem no Caniçal para uns maravilhosos petiscos no Muralhas, onde encontramos a Ana e umas amigas. Estava um dia lindo, havia gente na praia de calhau e um mar como nunca tinha visto. E pronto, foi rápido mas já deu para matar saudades de casa!
Anda comigo ver os aviões
... há coisas que me são inexplicavelmente maravilhosas e é indescritível o quanto eu adoro sobrevoar o porto de Leixões à noite, imaginar as vidas dentro das janelas iluminadas, os pequenos pontos brilhantes na imensidão tranquila da noite, rasgar as nuvens e aterrar em casa...
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